A Lei foi sancionada sob o nº 12.010/2009, em 03 de Agosto de 2009 (publicada no DOU 04/08/2009).
Os novos aspectos são relevantes e tendem a diminuir o sofrimento dos novos pais e porque não, dos filhos adotivos, posto que a lei estipula lapso temporal em que a criança ou adolescente devem permanecer nos abrigos de proteção.
O interessante é que a nova norma não acompanhou uma tendência “neo società”, não dispondo de maneira expressa ou mesmo, de modo subentendido, quanto a possibilidade de adoção por pessoas do mesmo sexo.
As novidades mais relevantes que podemos destacar estão a seguir mencionadas:
1) A Lei 12.010/2009, criou o CNA – Cadastro Nacional de Adoção, responsável por gerar os dados das pessoas que pretendem adotar, bem como dos menores a serem adotados;
2) Prioriza a adoção por parte de parentes próximos ou com quem a criança já mantenha vínculo afetivo;
3) Estabelece que o adotante tenha a idade mínima de 18 anos, independentemente de seu estado civil. Ressalvado o caso de adoção conjunta em que os futuros pais deverão ser casados ou viver em união estável/
4) Caso o menor já tenha atingido a idade de 12 anos, será necessária a sua anuência em juízo;
5) Em se tratando de caso de menores que sejam irmãos biológicos, estes não poderão ser separados, devendo a família adotarem juntos;
6) A adoção internacional só em última instância, tendo em vista que a intenção da lei é priorizar a adoção nacional, em seguida os brasileiros residentes no exterior, desde que haja o período de convivência no período mínimo de 30 dias dentro do território nacional;
7) O Estado deverá dar a devida atenção as gestantes que queiram entregar seus filhos para adoção;
A Lei entrará em vigor em 90 dias da data de sua publicação.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Música cristã contemporânea
Vou direto ao assunto.
Decepciono-me cada vez mais com a música cristã ou gospel, como queiram. Mais especificamente, quando notamos uma verdadeira indústria musical dentro do nosso templo e posso sentir certamente, mais uma vez, a ira de Cristo de como estamos tratando a casa de Seu Pai, nosso Pai.
Não sou um profundo estudioso de teologia, artes e nunca sentei frente a uma partitura e teorias musicais com o fito de estudá-la; tão pouco, em uma “escola de adoradores”. Aliás, com exceção do que encontramos na bíblia, nem sabia que existia métodos pragmáticos, positivados em uma escala hierárquica para ser um “verdadeiro adorador”, mas acreditem!!!, minha cidade está cheia dessas escolas e lotadas de eventuais “levitas”, por isso, sei que por muitos não serei ouvido. Muito pelo contrário, no mínimo serei tachado de herege, por aqueles que acham que não devemos demonstrar nosso pensamento crítico, só porque se trata de “homens de Deus, servos do Senhor”. Não é isso que estou discutindo. Se são ou não, cabe a Deus, única e exclusivamente.
Mas sei também que possuo relacionamento com Deus e entendo a proposta do Reino trazida por Jesus. Bem amigos, sou um ser pensante também.
Espero que tenham entendido quando citei música cristã ou gospel no sentido mercadológico, que, admitam, está fazendo lama de tanto que existe.
Mas o que quero dizer é que hoje não consigo ouvir hinos, cânticos, louvor, adoração, (seja qual for o termo utilizado atualmente), sem um enredo de entonações melódicas trazida por profissionais do marketing que nos levam a achar a música linda, sensível aos ouvidos que mexem com o nosso sentimental e nos levam a acreditar em uma presença espiritual divina.
É isso mesmo. Em nossas comunidades evangélicas de adoração existe uma equipe de marketing que vai filtrando as músicas a serem gravadas de acordo com a sua amplitude sentimental, ou seja, quanto mais o som é emotivo, melhor para “sentir a presença de Deus”. Ou venham me dizer que é comum as pessoas chorarem, erguerem as mãos, se prostrarem em adoração, quando o ministro de louvor coloca em nosso boletim um hino do cantor cristão? Claro que isso não acontece. Mas não deixa de ser um louvor a Deus. Vocês, não acham?
Então..., o que difere esses cânticos de comunidades disso ou daquilo, dos nossos lindos hinos do cantor cristão? Eu mesmo respondo, a apelação para o emocional, isso hoje em dia vende mais.
Claro que não estou generalizando, mas dessas músicas novas que hoje ouço em nossos cultos, raras exceções encontro, raras mesmo.
Também não sou um discriminador ferrenho das músicas atuais, mas admito que não saio de casa sem constatar que há no porta cds do carro, hinos do Grupo Elos/Logos, Vencedores, Milad, Guilherme Kerr, etc. Saudosa lembrança!!!.
Mas a intenção não é discutir gostos musicais, ritmos ou gêneros, e sim, o cuidado em não confundirmos o que essa nova roupagem musical tenta nos passar. São modismos mesmo! E que acabam alcançando o que a mídia quer: venda, comercialização. Ou alguém acha que a globo está divulgando cds evangélicos em pleno horário nobre porque a família Marinho se converteu e resolveram evangelizar durante o Jornal Nacional? Não, não, quero informar que nunca se vendeu tanto cds evangélicos como hoje. Pois é, graças a nossa equipe de marketing.
Choro, choro, lamentações e mais lamentações, até mantra gospel. É isso que significa adoração? Então, joguemos fora nossos hinários, isso é coisa do passado.
Antonio Gama Junior
Decepciono-me cada vez mais com a música cristã ou gospel, como queiram. Mais especificamente, quando notamos uma verdadeira indústria musical dentro do nosso templo e posso sentir certamente, mais uma vez, a ira de Cristo de como estamos tratando a casa de Seu Pai, nosso Pai.
Não sou um profundo estudioso de teologia, artes e nunca sentei frente a uma partitura e teorias musicais com o fito de estudá-la; tão pouco, em uma “escola de adoradores”. Aliás, com exceção do que encontramos na bíblia, nem sabia que existia métodos pragmáticos, positivados em uma escala hierárquica para ser um “verdadeiro adorador”, mas acreditem!!!, minha cidade está cheia dessas escolas e lotadas de eventuais “levitas”, por isso, sei que por muitos não serei ouvido. Muito pelo contrário, no mínimo serei tachado de herege, por aqueles que acham que não devemos demonstrar nosso pensamento crítico, só porque se trata de “homens de Deus, servos do Senhor”. Não é isso que estou discutindo. Se são ou não, cabe a Deus, única e exclusivamente.
Mas sei também que possuo relacionamento com Deus e entendo a proposta do Reino trazida por Jesus. Bem amigos, sou um ser pensante também.
Espero que tenham entendido quando citei música cristã ou gospel no sentido mercadológico, que, admitam, está fazendo lama de tanto que existe.
Mas o que quero dizer é que hoje não consigo ouvir hinos, cânticos, louvor, adoração, (seja qual for o termo utilizado atualmente), sem um enredo de entonações melódicas trazida por profissionais do marketing que nos levam a achar a música linda, sensível aos ouvidos que mexem com o nosso sentimental e nos levam a acreditar em uma presença espiritual divina.
É isso mesmo. Em nossas comunidades evangélicas de adoração existe uma equipe de marketing que vai filtrando as músicas a serem gravadas de acordo com a sua amplitude sentimental, ou seja, quanto mais o som é emotivo, melhor para “sentir a presença de Deus”. Ou venham me dizer que é comum as pessoas chorarem, erguerem as mãos, se prostrarem em adoração, quando o ministro de louvor coloca em nosso boletim um hino do cantor cristão? Claro que isso não acontece. Mas não deixa de ser um louvor a Deus. Vocês, não acham?
Então..., o que difere esses cânticos de comunidades disso ou daquilo, dos nossos lindos hinos do cantor cristão? Eu mesmo respondo, a apelação para o emocional, isso hoje em dia vende mais.
Claro que não estou generalizando, mas dessas músicas novas que hoje ouço em nossos cultos, raras exceções encontro, raras mesmo.
Também não sou um discriminador ferrenho das músicas atuais, mas admito que não saio de casa sem constatar que há no porta cds do carro, hinos do Grupo Elos/Logos, Vencedores, Milad, Guilherme Kerr, etc. Saudosa lembrança!!!.
Mas a intenção não é discutir gostos musicais, ritmos ou gêneros, e sim, o cuidado em não confundirmos o que essa nova roupagem musical tenta nos passar. São modismos mesmo! E que acabam alcançando o que a mídia quer: venda, comercialização. Ou alguém acha que a globo está divulgando cds evangélicos em pleno horário nobre porque a família Marinho se converteu e resolveram evangelizar durante o Jornal Nacional? Não, não, quero informar que nunca se vendeu tanto cds evangélicos como hoje. Pois é, graças a nossa equipe de marketing.
Choro, choro, lamentações e mais lamentações, até mantra gospel. É isso que significa adoração? Então, joguemos fora nossos hinários, isso é coisa do passado.
Antonio Gama Junior
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