segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Quimera

Quando acordei ela não estava mais... na verdade,
eu que tive de partir para o vôo da solidão
Solitário, mas acompanhado de saudade e de seu inexplicável deleite
Senti sua presença em todos os lugares

Os sorrisos incontroláveis, mas, charmosos de verdade,
Os sotaques de abobados navegam em meu pensamento
O incrível aconteceu!... será que era a hora?

Me mandou uma carta, que dizia em oração
Que fosse feita a vontade de Deus,
mas pedindo a Ele que abrisse meu coração
para me conquistar. E precisa...?

Meus anseios estão fincados na seara de uma eternidade
Por isso, respondo que as orações foram atendidas em um imediatismo pleno
Meu coração, agora, já sensível, aguarda o habitar de uma nova esperança
A esperança novamente da sentimentalidade desejável

Ah! Que tristeza! Acordei novamente
As exclamações me fazem proferir tabuísmos
Não existiu saudade, tão pouco o perfume
As orações foram simples ilusões
Nunca existiu você...
A esperança mergulhou no mar do esquecimento.
Adeus!

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